Comentário a notícias e figuras públicas. Sem americanices. Voz do Norte.
Uma história pequena sobre uma conta da água que te vai fazer olhar de outra maneira para o dinheiro que pões no Facebook e no Instagram.
Numa manhã de chuva num café de Aveiro vi um caderno preto que explica porque é que os teus clientes te contam coisas que valem dinheiro e tu as deixas fugir.
Uma história pequena sobre uma folha presa ao frigorífico que explica para onde vão tantas horas da tua semana.
Uma história sobre uma prenda de anos que explica por que razão tantos clientes te dizem que sim e nunca chegam a pagar.
Uma história sobre um quadro de cortiça em Aveiro que explica para onde te vão os domingos à noite e como os recuperas.
Uma história de uma garrafeira em Gaia que explica por que razão o teu site está calado há meses, e o que muda quando deixas de ser tu a escrever.
Fazer tudo de raiz tem um nome bonito. Também tem um preço, e quase nunca é o que pensas. Uma história sobre caixas, manuais e um carpinteiro.
Toda a gente te promete funcionários de IA por tuta e meia. Antes de acreditares em alguém, faz esta conta, que é a única que interessa.
Ninguém deixa de ser teu cliente num dia. Vai-se embora aos poucos, em silêncio. A história de uma mensagem pequena que trava isso.
A história de dois dentistas no mesmo prédio, um a responder a mensagens ao jantar e outro a dormir descansado, e o que separa os dois.
Uma história pequena sobre um bolo de anos que explica por que razão tantos clientes te escolhem a ti e acabam a comprar ao lado.
Passei semanas a escolher, testar e documentar em português os fluxos que mais dinheiro poupam a uma PME. Estão todos num sítio só, prontos a copiar.
A discussão pública sobre o Tribunal de Contas foca-se no tempo e no poder. Carlos Albuquerque, no Jornal de Negócios, coloca a questão certa: e se o problema não fosse institucional, mas tecnológico? Para as PME, a resposta importa mais do que parece.
O Barómetro de Inovação coloca Portugal com um Índice de Patenteabilidade de 3,3 pedidos por 100 mil habitantes. A leitura óbvia é que inovamos pouco. A leitura correcta é diferente.
Um artigo de opinião no ECO diz que a IA expande o trabalho em vez de o reduzir. Tem razão — mas por uma razão que vai além do que o texto diz.
A Incentea de Leiria adquiriu uma posição maioritária na Kaizen Tech. A notícia parece boa. O risco que ninguém está a discutir é que comprar metodologia não é o mesmo que aplicá-la.
O factoring atingiu 51,5 mil milhões de euros em 2025, um recorde histórico. Toda a gente celebra. Eu preocupo-me.
Portugal tem 2,63 trabalhadores por cada reformado e o número vai cair. Mas a crise das pensões não vai ser resolvida com mais pessoas — vai ser resolvida com mais produção por pessoa.
Os viticultores do Douro estão a ficar desmotivados com o aumento de custos. Mas a conversa sobre custos está a esconder o problema real: uma estrutura de preços que não funciona há décadas.
A AICEP tem 85 projetos de IDE em análise, com valor implícito acima dos 22 mil milhões de euros. O número impressiona. O que ele revela sobre Portugal é mais incómodo do que parece.
Miranda Sarmento antecipa revisões em alta do PIB de 2024 e 2025. Para a maioria das PME portuguesas, isso muda absolutamente nada — e essa é precisamente a má notícia.
Três projetos portugueses foram selecionados no primeiro leilão europeu de descarbonização do calor industrial. A notícia é boa. O perigo está no que ninguém diz a seguir.
O Governo simplificou as regras do papel comercial e o mercado aplaudiu. Mas para a esmagadora maioria das PME portuguesas, esta porta acabou de se fechar — não de abrir.
Portugal executou menos de metade do PRR previsto em 2025, segundo o CFP. A maioria vai ler isto como notícia má. É exactamente o oposto.
Bruxelas vê défice e menos crescimento. O Governo diz que está tudo bem. Para um dono de PME, a versão mais pessimista é a mais útil — e eis porquê.
O IEFP pagou 8,6 milhões de euros a trabalhadores para fazerem formação digital. O problema não é o dinheiro. É o que não muda depois de ele entrar na conta.
Desde janeiro de 2025, a regulação obrigou os bancos a equiparar o preço das transferências imediatas às transferências a crédito. O resultado foi imediato: a adoção disparou. O que isto revela sobre como as PME estavam a ser penalizadas — e ainda estão, noutros sítios.
Os IRGAwards 2026 juntaram CGD, Teixeira Duarte e Ubbu para falar de inovação e IA. A frase mais reveladora da noite não foi dita por nenhuma empresa. Foi dita por um pai.
O Portugal 2030 chegou a 18% de execução. Toda a gente festeja ou lamenta o número. Ninguém está a fazer a pergunta certa.
A candidatura ibérica a uma das cinco gigafábricas de IA da Comissão Europeia concentra-se em Sines. É uma vitória real. E pode ser exactamente por isso que não muda nada para a maioria das PME portuguesas.
Alexandre Montenegro argumenta que o talento continua raro na era da IA. Tem razão. Mas não pela razão que pensa — e isso muda tudo para quem gere uma PME com orçamento de marketing limitado.
O Estado vai usar 3,88 milhões de euros de reembolsos do QREN para financiar a edição de 2026 do Web Summit. Toda a gente está indignada. E toda a gente está a discutir o problema errado.
A insolvência da Inapa em 2024 foi desencadeada por um veto da Parpública. A lição para as PME não é sobre liquidez — é sobre quem decide quando a empresa precisa de decidir.
As filas intermináveis no Humberto Delgado são um sintoma de sucesso, não de falhanço. O que está verdadeiramente a falhar não é a chegada — é o que fazemos depois dela.
O CEO do BCP garantiu que não vai haver restrições de crédito por causa da guerra. É exactamente esse o problema para muitas PME portuguesas.
Miguel Maya pergunta se podemos achar a lei laboral adequada com 19% de desemprego jovem. A pergunta certa seria outra. E a resposta não está onde os empresários andam a procurar.
O excedente orçamental português foi de 0,7% do PIB em 2025. Os pagamentos em atraso do Estado subiram para 337 milhões de euros no mesmo ano. Para a PME fornecedora do Estado, a segunda frase é a única que importa.
O Fisco deu por irrecuperáveis 12 mil milhões de euros em dívidas — 41% do total a cobrar. A maioria vai interpretar isto como um escândalo. É, na verdade, o argumento mais honesto para mudares a forma como geres os teus custos fiscais.
O debate sobre a flexibilização do mercado de trabalho está mal colocado: não é a rigidez dos contratos que nos torna menos competitivos, é o modelo económico que escolhemos. Carlos Jorge Carvalho, do painel McKinsey, mostra os números — e são incómodos.
A OpenAI está a testar publicidade no ChatGPT e os anunciantes dizem que é 'conceptualmente muito interessante'. Mas para a maioria das PME portuguesas, esta notícia é pior do que parece à primeira leitura.
O Governo quer voltar aos 23% na restauração. Toda a gente discute o buraco nas contas públicas. Ninguém discute o que esse buraco comprou — e se comprou bem.
O secretário-geral do PS disse que a reforma laboral do Governo vai 'asfixiar' as empresas. A afirmação mais perigosa desta semana não é essa — é a que ficou por dizer.
O acordo tripartido prevê 970 euros para o salário mínimo em 2027 e o Governo admite antecipar para os 1 000. As confederações já reagiram. A maioria está a discutir o problema errado.
O Estado português teve de construir de raiz um sistema para gerir candidaturas do PRR porque muitos beneficiários intermediários simplesmente não tinham nenhum. O SIGA é a solução. E revela algo que deveria preocupar mais do que o calendário de pagamentos.
O Presidente da República promulgou a extensão da moratória de crédito por 12 meses para empresas afetadas pelas tempestades de inverno. A medida parece um alívio. Pode ser uma armadilha.
Os dados da Eurofinas mostram um setor de crédito ao consumo em forte aceleração em Portugal. A Cofidis cresceu 13 por cento. Análise de 3 alavancas operacionais que qualquer PME pode adaptar.
Rui Teixeira, CFO da EDP, diz que o CFO não pode gerir pelo retrovisor. A afirmação parece óbvia. Não é — e a maioria das PME portuguesas prova-o todos os dias.
A saída de Powell e a entrada de Kevin Warsh dominam as manchetes financeiras. Para o empresário português, o sinal mais importante está noutro sítio completamente diferente.
O Governo anunciou uma reforma do setor empresarial do Estado com mais autonomia e menos burocracia. O problema está exatamente naquilo que prometem não mudar.
A CPPME alerta que o IVA de 23% vai provocar mais falências e desemprego. Têm razão nos sintomas. Estão enganados na causa.
A DBRS prevê lucros bancários mais moderados em 2026. O que parece má notícia para o setor é, na verdade, o sinal que as PME deviam estar a monitorizar com mais atenção do que os seus próprios resultados.
Um coach popular no LinkedIn PT escreveu que daqui a 3 anos a IA vai eliminar 80 por cento das funções administrativas. Soa apocalíptico. Mas a matemática mostra outra coisa.
Os juros da dívida pública portuguesa estão a subir por causa da guerra no Irão e da inflação energética. Toda a gente está preocupada com o Estado. Ninguém está a falar do que isto significa para o decisor de uma PME.
Saiu o último relatório do INE sobre demografia das empresas em Portugal. Os números são duros e a razão é mais simples do que parece.
A diferença entre empresários que escalam e empresários que se afogam não está no talento. Está em saber o que construir.